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Projeto (R)Existências terá semana de debate e filme sobre migrações e combate à xenofobia

 
 
Um dos novos projetos de extensão do Campus Santos Dumont do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), o (R)Existências terá na próxima semana programação envolvendo estudantes e público externo. Em maio, o tema das discussões é "migrações e luta contra a xenofobia". O primeiro evento será realizado na terça-feira (28), a partir das 15h30, no Campus Santos Dumont: o debate “Migrações: pelos direitos das existências em movimento”. Na quinta (30), às 19h30, o projeto irá à Câmara Municipal para a exibição do filme “Era o Hotel Cambridge”. Ambas as atividades são abertas a todos os públicos.
 
Além dos eventos que encerram maio, professores do Campus Santos Dumont trabalharam, ao longo do mês, a mesma temática em sala de aula, o que foi viabilizado a partir de um grupo de pesquisa do IF liderado pela professora Bia Possato. O debate da próxima terça-feira contará com a presença do advogado Victor del Vecchio, que já atuou como consultor da ONU Migração, o pesquisador em Educação Fabrice Kpoholo – nascido no Benim, África, e morador de Juiz de Fora – e o médico venezuelano Edison Navarro, que vive em Santos Dumont.
 
Na quinta, o filme “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, mostrará a história de refugiados recém-chegados ao Brasil que dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no Centro de São Paulo. Após a exibição do filme na Câmara Municipal, haverá um debate sobre a questão dos refugiados e a importância do combate à xenofobia (aversão a estrangeiros). O (R)Existências já programa também, para os próximos meses, atividades sobre movimentos que lutam por igualdade e direitos das mulheres, dos negros, dos indígenas, dos trabalhadores rurais sem-terra e da população LGBT.
 
Algumas das atividades do (R)Existências também acontecem no Campus São João del-Rei do IF Sudeste MG. Os coordenadores do projeto são os professores Bia Possato, de Santos Dumont, e Helton Nonato, de São João del-Rei. “A escola tem esse papel e essa obrigação de informar e educar bem as pessoas para a vida. E essa educação passa por conhecer o semelhante, quem está próximo da gente, quem são essas pessoas”, avaliou o professor Helton, sobre a relevância de um projeto como o (R)Existências em âmbito escolar. Até por isso, a intenção dos coordenadores é de que alunos de outras instituições de ensino também participem em grande número das ações.